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"Somos formados e moldados pelos nossos pensamentos. Aqueles cujas mentes são construídas sobre pensamentos altruístas espalham alegria através de suas palavras e ações. A alegria os segue como uma sombra e nunca os abandona.” (Buda)

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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Pensamento do dia: 21/07/2010

"Não é preciso ter olhos abertos para ver o sol, nem é preciso ter ouvidos afiados para ouvir o trovão. Para ser vitorioso você precisa ver o que não está visível."
[ Sun Tzu ]

sexta-feira, 18 de junho de 2010

BREVE BIOGRAFIA DE JOSÉ SARAMAGO


José Saramago [1922 - 2010 ]

Morreu nesta sexta-feira - 18/06/2010 - em Lanzarote (Ilhas Canárias, na Espanha), o escritor português José Saramago, aos 87 anos. Em 1998, Saramago ganhou o único Prêmio Nobel da Literatura em língua portuguesa. A Fundação José Saramago confirmou em comunicado que o escritor morreu às 12h30 (horário local, 7h30 em Brasília) na residência dele em Lanzarote, onde morava desde 1993, "em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila".

Nos últimos anos, o escritor foi hospitalizado várias vezes, após sofrer uma grave pneumonia no final de 2007 e início de 2008.O velório de José Saramago será realizado a partir das 17h no horário local (13h em Brasília) em Tías, na ilha de Lanzarote. A solenidade será na biblioteca Tías, que leva o nome do escritor.

Saramago publicou no final de 2009 seu último romance, "Caim", obra com um olhar irônico sobre o Velho Testamento e, por isso, muito criticada pela Igreja.

Ateu e comunista, o escritor nasceu em 16 de novembro de 1922, em Azinhaga, uma aldeia ao sul de Portugal. Filho de agricultores sem terra que imigraram para Lisboa, abandonou a escola aos 12 anos para receber formação de serralheiro, um ofício que exerceria durante dois anos. Autodidata, antes de se dedicar exclusivamente à literatura trabalhou ainda como mecânico, desenhista industrial e gerente de produção em uma editora. Começou a atividade literária em 1947, com o romance Terra do Pecado. Voltou a publicar livro de poemas em 1966. Atuou como crítico literário em revistas e trabalhou no "Diário de Lisboa". Em 1975, tornou-se diretor-adjunto do jornal "Diário de Notícias". A partir de 1976 passou a viver de seus escritos, inicialmente como tradutor, depois como autor. Em 1980, alcança notoriedade com o livro Levantado do Chão, considerado por críticos como seu primeiro grande romance. Memorial do Convento confirmaria esse sucesso dois anos depois.

Em 1991, publica O Evangelho Segundo Jesus Cristo, livro censurado pelo governo português - o que leva Saramago a exilar-se em Lanzarote, onde viveu até hoje. Entre seus outros livros estão os romances O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984), A Jangada de Pedra (1986), Todos os Nomes (1997), e O Homem Duplicado (2002); a peça teatral In Nomine Dei (1993) e os dois volumes de diários recolhidos nos Cadernos de Lanzarote (1994-7). O livro Ensaio sobre a Cegueira (1995) foi transformado em filme pelo diretor brasileiro Fernando Meirelles em 2008.

A primeira biografia de Saramago, do escritor também português João Marques Lopes, foi lançada neste ano. A edição brasileira de "Saramago: uma Biografia" chegou às livrarias no mês passado, com uma tiragem de 20 mil exemplares pela editora LeYa.

Segundo o autor, Saramago chegou a pensar na hipótese de migrar para o Brasil na década de 1960.

"Em cartas a Jorge de Sena e a Nathaniel da Costa datadas de 1963, Saramago considera estes tempos em que escreveu e reuniu as poesias que fariam parte de 'Os Poemas Possíveis' como desgastantes em termos emocionais e chega mesmo a ponderar a hipótese de migrar para o Brasil. Esta informação surpreendeu-me bastante, pois não fazia a mínima ideia de que o escritor chegara a ponderar a hipótese de emigrar para o Brasil e por a mesma coincidir com o período da história brasileira em que esteve mais iminente uma transformação socialista do país", disse Lopes. Após lançamento da biografia, Saramago classificou a obra como "um trabalho honesto, sério, sem especulações gratuitas".

Prêmio Nobel de Literatura


Saramago ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em outubro de 1998, aos 75 anos. Em comunicado à época, Real Academia Sueca assim justificou a premiação: "A arte romanesca multifacetada e obstinadamente criada por Saramago, confere-lhe um alto estatuto. Em toda a sua independência, Saramago invoca a tradição que, de algum modo, no contexto atual, pode ser classificada de radical. A sua obra literária apresenta-se como uma série de projetos onde um, mais ou menos, desaprova o outro, mas onde todos representam novas tentativas de se aproximarem da realidade fugidia".

Atuação política

Saramago teve forte atuação política. Em 1969 aderiu ao Partido Comunista, nessa época clandestino, e participou em Revolução dos Cravos de 25 de abril de 1974, no movimento que pôs fim à ditadura de Salazar.

Durante toda a vida teve relações apaixonadas e sempre controvertidas com Cuba de Fidel Castro. Quando em 2003 aconteceu na ilha a prisão de 75 dissidentes e a execução, depois de um julgamento sumário, de três sequestradores de uma embarcação para Miami, teve uma primeira reação de moderado desacordo. No entanto, ainda em 2003, afirmou, em uma carta pública, que "de agora em diante Cuba segue seu caminho, eu fico aqui. Cuba perdeu minha confiança e fraudou minhas ilusões". Poucos meses depois diria ao jornal cubano "Juventud Rebelde": "Não rompi com Cuba. Continuo sendo um amigo de Cuba, mas me reservo o direito de dizer o que penso, e dizer quando entendo que devo dizê-lo". Em 2008, Saramago saiu em defesa do escritor e poeta nicaraguense Ernesto Cardenal, marginalizado e perseguido pelo regime sandinista.
Também se remeteu contra o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, a quem acusou de ter "má consciência" e de ser "indigno de seu próprio passado" revolucionário. Do presidente venezuelano Hugo Chávez disse, em 2007, que ele tem "métodos (que) podem ser discutidos", apesar de afirma que "Chávez não é nenhum problema, que é um homem que ama seu povo".

Ajuda ao Haiti

Saramago relançou em janeiro deste ano nova edição do livro A Jangada de Pedra, que tem toda a sua renda revertida para as vítimas do terremoto no Haiti. O relançamento da obra foi resultado da campanha "Uma balsa de pedra a caminho do Haiti", que doa integralmente os 15 euros que custará o livro (na União Europeia) ao fundo de emergência da Cruz Vermelha para ajudar o Haiti. Em nota, Saramago havia explicado que a iniciativa é da sua fundação e só foi possível graças à "pronta generosidade das entidades envolvidas na edição do livro".













Obras publicadas

Poesias
- Os poemas possíveis, 1966
- Provavelmente alegria, 1970
- O ano de 1993, 1975

Crônicas
- Deste mundo e do outro, 1971
- A bagagem do viajante, 1973
- As opiniões que o DL teve, 1974
- Os apontamentos, 1976

Teatro
- A noite, 1979
- Que farei com este livro?, 1980
- A segunda vida de Francisco de Assis, 1987
- In Nomine Dei, 1993
- Don Giovanni ou O dissoluto absolvido, 2005

Contos
- Objecto quase, 1978
- Poética dos cinco sentidos - O ouvido, 1979
- O conto da ilha desconhecida, 1997

Romance
- Terra do pecado, 1947
- Manual de pintura e caligrafia, 1977
- Levantado do chão, 1980
- Memorial do convento, 1982
- O ano da morte de Ricardo Reis, 1984
- A jangada de pedra, 1986
- História do cerco de Lisboa, 1989
- O Evangelho segundo Jesus Cristo, 1991
- Ensaio sobre a cegueira, 1995
- A bagagem do viajante, 1996
- Cadernos de Lanzarote, 1997
- Todos os nomes, 1997
- A caverna, 2001
- O homem duplicado, 2002
- Ensaio sobre a lucidez, 2004
- As intermitências da morte, 2005
- As pequenas memórias, 2006
- A Viagem do Elefante, 2008
- O Caderno, 2009
- Caim, 2009

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Orígenes

Foi o mais importante discípulo de Clemente, assim como o maior pensador da Escola de Alexandria foi Orígenes. A base da sua filosofia se encontra na doutrina cristã conforme exposta pela igreja. O filósofo dizia que Cristo é a fonte de Luz e que a Igreja reflete essa luminosidade, assim como a lua brilha porque é iluminada pelo sol. Ele sustentava que fora da igreja não é possível encontrar salvação, felicidade e encontro com Deus. Conforme Orígenes, o alicerce da Igreja consistia na autoridade que Cristo teria transmitido aos apóstolos no momento em que fundou a Igreja. Essa autoridade, por sua vez, seria transferida ao longo dos séculos por meio da religião cristã como se ela fosse um patrimônio que se transmite às gerações futuras na forma de uma herança espiritual. Dessa forma, desobedecer à tradição cristã significa cair em erro; não fazer parte da Igreja significa caminhar na escuridão. Na encíclica de João Paulo II há um texto que expressa as mesmas concepções de Orígenes. Observe:
“Na base de toda reflexão feita pela Igreja está a consciência de ser depositária duma mensagem, que tem a sua origem no próprio Deus. O conhecimento que ela propõe ao homem não provém de uma reflexão sua, nem sequer da mais alta, mas de ter acolhido na fé a palavra de Deus.”

A igreja, que se desenvolveu a mesmo tempo em que o poderio de Roma era destruído de forma definitiva, absorveu a idéia romana da autoridade e veio a se organizar de forma semelhante à da civilização romana, especificamente em termos de sua autoridade diante do mundo. Grande parte da obra de Orígenes é dedicada à interpretação da Bíblia e à defesa da fé cristã.

Santo Ambrósio – O estadista da Igreja

“O imperador está na Igreja, não acima dela”

A principal contribuição de Santo Ambrósio para o pensamento cristão foi estabelecer com firmeza as ligações entre o Estado (o Império) e a Igreja. Tornou-se necessário determinar como as duas instituições deveriam se relacionar, pois o cristianismo já exercia na sua época, no início da Idade Média, uma influência significativa na política. O Estado passara a depender do grande poder moral e espiritual que os padres (especialmente os bispos) exerciam sobre os cidadãos.

Santo Ambrósio foi talentoso em sua atuação como líder da igreja e hábil político. Escreveu várias cartas para os diferentes governantes que administravam o império nas quais dava conselhos, fazia reivindicações para a Igreja e os cristãos e os advertia para que eles se portassem segundo a moral cristã. A justificativa utilizada por Santo Ambrósio para exercer sua autoridade de intervir nos assuntos de Estado provinha de sua condição de representante da Igreja fundada por Cristo e, portanto, ser mediador entre Deus e os assuntos humanos; como bispo, ele era instrumento por meio do qual as bênçãos ou condenações divinas eram aplicadas.

Segundo ele, assim como todo cidadão devia prestar serviço militar, o imperador da mesma maneira deveria submeter-se à verdade revelada por Deus. Santo Ambrósio aceitava a autonomia do imperador para governar, mas avisava que se ele exigisse dos cristãos que agissem de maneira contrária aos ensinamentos de Cristo, não encontraria mais na Igreja o reconhecimento de ser ele homem digno de receber as bênçãos de Deus.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Platão

Platão (428-347 a.C.) tinha 29 anos quando Sócrates teve de beber a taça com cicuta. Fora discípulo de Sócrates por muito tempo e seguiu atentamente o processo instaurado contra ele. Esse filósofo herdou de Sócrates muito de suas preocupações morais. Grande parte de sua obra tem como tema a boa convivência dos homens em sociedade. Segundo o pensamento platônico, o desprezo à razão conduz apenas à valorização das paixões pessoais, da imprudência e da agressividade, o que resulta em ação violenta contra o próximo. Quando o homem deixa-se levar pela paixão, pelos prazeres do corpo, pela busca sem limites das satisfações físicas, ele estará exercendo violência contra si mesmo porque estará sendo irracional.

Segundo Platão, a realidade está dividida em duas partes: Uma parte é o “mundo sensível” - de que só podemos atingir um conhecimento impreciso e imperfeito, e onde usamos os nossos cinco sentidos (tato, audição, visão, paladar e olfato), que, para Platão são imprecisos e imperfeitos. A característica do mundo dos sentidos é que "tudo flui" e conseqüentemente nada possui estabilidade, ou seja, as coisas materiais, são meras aparências, estão sempre se transformando.

A outra parte é “o mundo das idéias” - de que podemos alcançar um saber certo usando a razão. Este mundo das idéias não pode ser conhecido através dos sentidos. Em compensação, as idéias (ou formas) são eternas e imutáveis. A realidade de tudo estaria no mundo ideal. Haveria ideias sobre seres vivos, foras, cores, características da matéria, etc. Para expressar esses dois mundos e suas diferenças, Platão criou o Mito da Caverna.


Platão afirmava ainda que os seres humanos fossem compostos por corpo e alma, sendo que a alma era a parte mais importante e mais real. Ela era imortal e eterna, existindo desde sempre no mundo das ideias. Antes de reencarnar as almas conheciam todas as ideias, pois estava junto delas, mas, ao encarnar num corpo, ela passaria por um processo de esquecimento. Durante a vida a alma se lembraria das coisas. Esse processo da alma relembrar-se, ao invés de aprender, era chamado de Reminiscência. De acordo com este processo, a criança não aprenderia a falar, ela relembraria como se fala. Platão afirmava ainda que a alma divide-se em três partes:

* Parte Racional: Alojada na cabeça, era a guia da alma, conhecedora da verdade e reuniria a inteligência, a lógica e a moral.

* Parte Emocional: Alojada no peito, conteria as emoções superiores como a honra, o ódio à injustiça e obedeceria fielmente à parte racional.

* Parte Sensual: Alojada no abdômen e partes adjacentes, era rebelde e corresponderia aos desejos inferiores e carnais e era por isso, desordenada e inquieta

Isso é bem exemplificado no Mito do Cocheiro: Uma carruagem é puxada por dois cavalos comandados por um cocheiro. O guia, o cocheiro é a alma racional, o cavalo bom e obediente é a alma emocional e o cavalo bravo e desobediente é a alma sensual.

Platão acreditava que os filósofos precisavam ocupar a posição de quem decide o que deve ser feito na cidade, criando leis e controlando as atividades dos membros da mesma. Eles seriam como a parte racional da alma. Nessa cidade haveria também grupos de guerreiros ou soldados que se caracterizam por sua força, sua integridade e pelo seu grande amor pelos sentimentos que Platão considerava os mais nobres: fidelidade, bravura e aversão à torpeza. Esses corresponderiam à parte emocional da alma e colaborariam obedientemente com os filósofos governantes. Finalmente, haveria os homens que, por meio de seus diferentes trabalhos, garantiriam o sustento da cidade: pastores, agricultores, artesãos, construtores e tecelões. Esse grupo corresponderia à parte sensual da alma por ser movido pela ambição do lucro e não pelo desejo do bem.

Bibliografia consultada:
CHALITA, Gabriel. Vivendo a Filosofia. São Paulo: Ática, 2005.
GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia. São Paulo: Companhia das letras, 1995.

Sócrates

"Só sei que nada sei"
Sócrates (470-399 a.C.) é talvez a personagem mais enigmática de toda a história da filosofia. Não escreveu uma única linha. Apesar disso, pertence ao número dos que exerceram maior influência no pensamento europeu. O fato de ser conhecido, mesmo por quem não possui muitos conhecimentos de filosofia, tem provavelmente a ver com a sua morte trágica. Sabemos que nasceu em Atenas e que aí passou a sua vida, principalmente nas praças e nas ruas, onde conversava com todo o tipo de gente.

“A arte do diálogo”

O que distinguia, na verdade, a atividade de Sócrates era o seu desejo de não ensinar os homens. Em vez disso, parecia querer ele mesmo aprender com o seu interlocutor. Assim, não ensinava como um comum professor de escola: ele dialogava. Sócrates alegava, humildemente, nada saber (“Só sei que nada sei”). No decurso do diálogo, levava frequentemente os outros a reconhecerem os pontos fracos das suas reflexões. Podia suceder então que o interlocutor fosse encostado à parede e tivesse de reconhecer, por fim, o que era o justo e o injusto.

Sócrates compreendeu também que a sua tarefa era ajudar os homens a "parir" o saber correto, porque o verdadeiro saber tem de vir de dentro e não pode ser enxertado. Só o conhecimento que vem do interior é a verdadeira "inteligência". Esclarecendo: a capacidade de dar à luz crianças é uma faculdade natural. Da mesma forma, todos os homens podem compreender as verdades filosóficas, usando simplesmente a razão. Quando alguém "recorre à razão", retira qualquer coisa de si mesmo. Precisamente por se fingir ignorante, Sócrates obrigava as pessoas a usarem a razão. Sócrates podia simular ignorância ou parecer mais estúpido do que na realidade era: a famosa “Ironia socrática”.

Desta forma, ele conseguia sempre descobrir os pontos fracos na forma de pensar dos atenienses. Isto podia passar-se no centro de uma praça, ou seja, em público. Um encontro com Sócrates podia levar o interlocutor a fazer papel de estúpido, ou a ser ridicularizado perante uma grande assistência. Por isso, não é de espantar que ele se tivesse tornado incômodo e muito irritante – principalmente para aqueles que detinham o poder. Durante o diálogo, Sócrates levantava uma questão após a outra. A cada resposta, o filósofo encontrava uma falha no raciocínio da pessoa e formulava outras questões, até o interlocutor chegar a uma contradição e demonstrar a sua ignorância. Na segunda fase do diálogo socrático, denominada Maiêutica – ou “Parto das ideias” – o interlocutor era levado a elaborar as suas próprias ideias, seus próprios pensamentos e suas próprias conclusões.

No ano de 399 a.C. foi acusado de "corromper a juventude" e de "inventar novos deuses". Por uma maioria apertada, foi declarado culpado por um júri de 500 membros. Podia ter pedido clemência. Poderia, pelo menos, ter salvado a sua vida, se estivesse disposto a deixar Atenas. Mas se o tivesse feito, não teria sido Sócrates, porque a própria consciência - e a verdade - eram mais importantes do que a vida. Insistia que só agira para o bem do Estado, mas, mesmo assim, foi condenado à morte. Pouco tempo depois, e em presença dos seus amigos mais próximos, bebeu uma taça de cicuta.