************************************************************************************************************************************************************************************

"Somos formados e moldados pelos nossos pensamentos. Aqueles cujas mentes são construídas sobre pensamentos altruístas espalham alegria através de suas palavras e ações. A alegria os segue como uma sombra e nunca os abandona.” (Buda)

************************************************************************************************************************************************************************************


Mostrando postagens com marcador Surrealismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Surrealismo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A arte de Arcimboldo

Antes de todo o surrealismo, impressionismo e alegorismo ter surgido na arte contemporânica, já existia um artista italiano do século XVI que pintava muito à frente do seu tempo. Giuseppe Arcimboldo juntava vários objetos, animais, frutos e vegetais na sua pintura, dando origem a a rostos bastante renascentistas.


Muitos de nós conhecemos os retratos, mas não sabemos quem é o autor. E mais: não pensamos que quem pintou estes quadros já tenha vivido há quase 500 anos, de tão modernos que nos parecem.


Durante a sua vida Arcimboldo foi um artista de relevo: sabia que os frescos da catedral de Monza, em Milão, são, em parte da sua autoria? Trabalhou também para diversos reis: Fernando I de Viena, Maximilian II e Rudolf II de Praga e Augustos da Saxônia foram alguns dos seus clientes. Além de pintor, foi também decorador e estilista para as cortes mais prestigiadas da Europa.


Apesar da quantidade de trabalho mais tradicional que fez, os quadros que sobreviveram ao passar da História e que hoje conhecemos são aqueles em que os bustos dos nobres são "montados" com vegetais, frutas, raizes, animais e objectos quotidianos. Devido a estas pinturas estranhas para a época, há até críticos de arte que pensam que Arcimboldo era mentalmente perturbado ou louco.


A sua obra haveria de influenciar, mais tarde no século XX, os pintores surrealistas, sendo redescoberto por Salvador Dalí. Inclusive, em 1987 foi organizada em Veneza uma exposição de pintores surrealistas chamada "The Arcimboldo Effect". Octavio Campo, Shigeo Fukuda e Sandro del Prete são outros artista surrealistas que admitiram ser influenciados por este italiano renascentista.







quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Os mundos de fantasia de Jacek Yerka

Jacek Yerka é um Polaco com 55 anos que muito cedo começou a sua incursão pela área artística. Oriundo de uma família virada para as artes - ambos os pais frequentaram a Academia de Belas Artes - toda a sua infância esteve rodeado de materiais que cativaram a sua atenção para o desenho e pintura. As suas primeiras memórias de infância são unicamente esboços, cheiro de pinturas, tinta, papel e pincéis.

Mesmo antes de tornar oficial o legado de seus pais e enveredar por uma carreira na Academia, Yerka trilhou o seu caminho como um autodidata. Influenciado pelos seus pais e pelas correntes modernas da Pintura - desde o impressionista ao abstracto - foi fortemente marcado por Cézanne e Klee.

Apesar das influências, as grandes fontes de inspiração de Yerka continuariam sempre a ser as lembranças de infância - os lugares, sentimentos, fragrâncias e as técnicas dos anos 50 - juntamente com uma imaginação que cedo se mostrou ter uma forte personalidade.

Conheçamos os mundos de fantasia de Jacek Yerka.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Maurizio Bongiovanni - Pássaros Surrealistas

Estes pássaros fazem-nos lembrar os "Relógios Derretidos" de Salvador Dalí, numa versão mais moderna e organizada. O efeito não é inovador, mas as reminiscências surrealistas aliam-se ao realismo de pormenor do cenário, construindo uma ponte pouco explorada na pintura e que nos faz lembrar fotografias distorcidas pelo Photoshop.

O trabalho pertence a Maurizio Bongiovanni, um italiado de Milão que define o seu trabalho como triste, correspondendo ao culminar de uma época de sofrimento. Trata-se de uma forma de libertação, construida em cores vivas e em temas muito relacionados com a natureza.

Entre a pintura realista e a abstrata, Bongiovanni interage com conceitos tradicionais e contemporâneas. O resultado são telas a óleo que tudo teriam para ser retratos realistas da natureza, caso não fossem empregues efeitos surreais que puxam os desenhos para cima ou para baixo, como uma qualquer força gravítica inesperada de uma geometria preocupante.

Mas a sua pintura não pára por aí: Bongiovanni tem evoluido, nas suas últimas telas a desconstrução do cenário é cada vez maior e passamos a ter dificuldade em identificar a realidade pormenorizada dos seus primeiros trabalhos: "Bird Rib" parece quase uma ilustração.

Quanto à inspiração para a composição dessas telas, o artista diz que partiu de uma junção de ideias, muita delas contemporâneas: a queda da torres gêmeas em 11 de Setembro de 2001, os descarregamentos constantes da internet, o arco-íris e seu próprio computador, um Mac Book.

sábado, 24 de julho de 2010

Chema Madoz - Fotógrafo Surrealista


O Salvador Dali da fotografia é também espanhol: mas de Madrid. Apesar de ter começado a sua carreira com imagens humanas, foi na fotografia de objetos comuns que Chema Madoz imprimiu a sua marca na área. Os seus trabalhos são considerados surrealistas: ele tira os objetos do seu contexto habitual, dando-lhe significados e percepções diferentes dos habituais.

As suas fotografias são simples, sempre a preto e branco ou a sépia, que ganham destaque pela sua estranheza. Há, por exemplo, uma colher com sombra de garfo, que nos lembra a falsa aparência das pessoas. Uma escada suportada por uma muleta e uma tesoura por uma agulha. Um cachimbo com furos de flauta e uma mala cheia de areia. Ou simplesmente uma escada encostada a uma espelho ou uma mulher com um copo de cocktail que nos leva a outros sentidos.

Madoz recebeu já diversos prêmios, como o Prêmio Kodak e o Prêmio Nacional de Fotografia da Espanha, tendo ganho importância também em França, nos Estados Unidos e no Japão. A máxima para o seu trabalho também é muito simples: nem tudo é o que parece.





terça-feira, 29 de junho de 2010

Surrealismo e ilusão com Vladimir Kush

O Surrealismo sempre foi uma tendência controversa na história da pintura. Tanto é venerada pelo seu aspecto fantástico e temática delirante, que agrada facilmente, convenhamos, como faz erguer uma legião de detratores. Estes últimos apontam-lhe sobretudo a falta de sutileza e racionalidade, relegados para segundo plano pelos efeitos espetaculares. Para o bem ou para o mal, a pintura surrealista parece estar de volta pela mão do artista russo Vladimir Kush que, na linha directa de Bosch, Magritte ou Dali, cria imagens paradoxais e fantásticas de aspecto minucioso e realista .