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"Somos formados e moldados pelos nossos pensamentos. Aqueles cujas mentes são construídas sobre pensamentos altruístas espalham alegria através de suas palavras e ações. A alegria os segue como uma sombra e nunca os abandona.” (Buda)

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Pré-socráticos: Os filósofos da natureza


Os filósofos pré-socráticos são, como sugere o nome, filósofos anteriores a Sócrates. Essa divisão propriamente, se dá mais devido ao objeto de sua filosofia, em relação à novidade introduzida por Platão, do que à cronologia - visto que, temporalmente, alguns dos ditos pré-socráticos são contemporâneos a Sócrates, ou mesmo posteriores a ele (como no caso de alguns sofistas).

Os primeiros filósofos gregos são designados por "filósofos da natureza", porque se interessaram, principalmente, pela natureza e pelos processos físicos. Hoje em dia, muitos homens acreditam que tudo nasceu do nada em determinada altura. Este pensamento não estava muito difundido entre os Gregos. Eles acreditavam que "algo" teria existido sempre. A questão fundamental não era, portanto, como é que tudo poderia surgir do nada. Em lugar disso, os Gregos admiravam-se que a água se pudesse transformar em peixes vivos, e a terra morta em árvores altas ou flores de cores vistosas.

Para não falar de como um bebê pode nascer no corpo da mãe! Os filósofos viam com os seus próprios olhos que havia na natureza transformações constantes. Mas como é que essas transformações eram possíveis? Como é que algo feito de uma substância se poderia transformar numa coisa completamente diferente? Era comum entre os primeiros filósofos acreditarem que havia um elemento primordial responsável por todas as transformações. A forma como teriam chegado a este pensamento não é clara. Sabemos apenas que ele surgiu da concepção, segundo a qual, teria de haver um elemento primordial, que daria origem a todas as transformações da natureza.

O mais interessante para nós não são as respostas que estes primeiros filósofos encontraram. O mais interessante são as questões que punham e que tipo de respostas procuravam. Para nós, é mais importante saber como é que eles pensaram do que o que pensaram. Podemos constatar que se questionavam sobre a forma como aconteciam certas transformações na natureza. Procuravam descobrir algumas leis naturais eternas.
Desejavam compreender os fenômenos da natureza, sem recorrer aos mitos tradicionais. Acima de tudo, procuravam compreender os processos da natureza através da observação da própria natureza. Isso é completamente diferente da explicação do relâmpago e do trovão, do Inverno e da Primavera, por meio da referência aos acontecimentos no mundo dos deuses.

Desta forma, a filosofia libertou-se da religião. Podemos afirmar que os filósofos da natueza deram os primeiros passos em direção a um modo de pensar “científico”. Assim, abriram caminho a toda a posterior ciência da natureza. Quase tudo o que os filósofos da natureza disseram e escreveram perdeu-se para a posteridade. O pouco que sabemos encontramo-lo nos escritos de Aristóteles, que viveu duzentos anos após os primeiros filósofos. Mas Aristóteles resume apenas os resultados a que os filósofos anteriores tinham chegado. O que significa que não podemos saber sempre de que forma é que chegaram às suas conclusões. Mas sabemos o suficiente para podermos afirmar que o projeto dos filósofos gregos consista nas questões que estavam relacionadas com o elemento primordial nas transformações da natureza.

Os principais filósofos pré-socráticos (e suas escolas) foram:

Escola Jônica: Tales de Mileto, Anaximenes de Mileto, Anaximandro de Mileto e Heráclito de Éfeso;
Escola Itálica: Pitágoras de Samos, Filolau de Crotona e Árquitas de Tarento;
Escola Eleata: Xenófanes, Parmênides de Eléia, Zenão de Eléia e Melisso de Samos.
Escola da Pluralidade: Empédocles de Agrigento, Anaxágoras de Clazômena, Leucipo de Abdera e Demócrito de Abdera.

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